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'Talent Talks' sobre Performance e Resiliência no Arena Liga Portugal

25 de November de 2025

'Talent Talks' sobre Performance e Resiliência no Arena Liga Portugal
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‘Performance e Resiliência, vencer dentro e fora do campo’. Foi sob esta premissa que teve início a primeira edição da Talent Talks, esta terça-feira, no auditório do Arena Liga Portugal, numa sessão que serviu de pontapé de saída para uma série de encontros sobre performance humana, onde atletas, treinadores, líderes e gestores partilham o que têm em comum: o talento, a exigência e a vontade de vencer.

Numa iniciativa conjunta entre a Liga Portugal Business School e a Associação Portuguesa de Gestão das Pessoas (APG), Susana da Silva Curto, Diretora Executiva da Liga Portugal, deu início à sessão. “Esta é a casa do Futebol Profissional e está no nosso coração, mas o objetivo desta Direção é fortalecer todas as ligações deste ecossistema. Não só as ligações ao futebol, mas também às pessoas, ou seja, aos jogadores, aos treinadores e a todos os intervenientes do desporto”, frisou, numa introdução partilhada por Generosa Nascimento, Presidente da APG:

“É um enorme privilégio estar aqui na sequência do protocolo com a Liga Portugal. Somos uma associação sem fins lucrativos, com o objetivo de valorizar as pessoas. A gestão estratégica é muito ligada às pessoas, assim como as grandes práticas no desporto, na partilha de conhecimento. Queremos desenvolver estas Talent Talks em conjunto e falar sobre o que realmente acontece nas instituições.”

Feitas as introduções, entraram em campo César Peixoto, treinador do Gil Vicente FC, Sara Moreira, atleta olímpica de atletismo, e Luís Monteiro, Head of Corporate de Recursos Humanos da Mota-Engil, sob moderação de Cláudio França, jornalista da SIC Notícias.

Dando sequência ao tema central desta primeira edição da Talent Talks, o homem do leme gilista mostrou como ser resiliente é um dos caminhos essenciais para atingir o sucesso. “Fui operado cinco vezes aos joelhos, ao adutor e tive sempre muitos problemas de lesões na minha carreira. Aos 26 anos deram-me como acabado para o futebol. No entanto, apesar de ter estado dois anos parado, recuperei e voltei ao mais alto nível. Na altura, estava no SC Braga, fui transferido para o SL Benfica, fui campeão, cheguei à Seleção Nacional e ainda joguei mais seis épocas até terminar no Gil Vicente FC”, recordou, sublinhando também como uma derrota pode transformar-se em futuras vitórias:

“A equipa deu um salto qualitativo muito grande quando fomos derrotados, frente ao SL Benfica, no Estádio da Luz. O resultado foi uma consequência do processo e os jogadores perceberam que, no futuro, iríamos estar mais perto de voltar a vencer. Fizemos uma grande exibição, apresentámos qualidade de jogo. Não há vitórias morais, mas pegámos nesse momento e potenciámos. O caminho do sucesso é feito sabendo para onde queremos ir e passar essa mensagem aos jogadores.”

Sara Moreira, por sua vez, corroborou com a ideia de perseverança e resiliência de César Peixoto, algo que foi parte importante ao longo da sua carreira como atleta, sobretudo na superação dos ‘fracassos’. “Aprendi sempre mais com as derrotas do que com as vitórias. Quando ganhámos está sempre tudo bem, mas quando perdemos temos de avaliar o que esteve mal. Só assim foi possível conquistar título nacionais e internacionais e participar nos Jogos Olímpicos”, afirmou, revelando como a disciplina da competição a tem ajudado atualmente no pós-carreira desportiva:

“Tem-me ajudado muito, seja no cumprimento de horários, na alimentação ou na capacidade de adaptação, que tive de utilizar na carreira política, como Vereadora do Desporto da CM de Santo Tirso, para além do cargo de Vice-Presidente da Federação Portuguesa de Atletismo. Tenho tido um crescimento pessoal enorme, a minha carreira desportiva deu-me capacidade de trabalho, dedicação e sei que se não tivesse sido atleta não seria a Sara que sou hoje."

Já Luís Monteiro, Head of Corporate de Recursos Humanos da Mota-Engil, afirmou que “o currículo técnico é naturalmente importante no processo de recrutamento”, mas deixou outras valências igualmente importantes. “Na nossa avaliação de perfil, o que distingue as pessoas é o coeficiente emocional. A forma como controlam as suas emoções, o seu otimismo, a vontade de triunfar, assim como a sua adaptabilidade e resiliência”, referiu.

Quais são, então, os três pontos essenciais para alcançar o sucesso numa empresa como a Mota-Engil? “As pessoas gostarem e reconhecerem-se naquilo que fazem e terem um impacto positivo, para além de desenvolverem as suas capacidades e terem longevidade de carreira. A vocação é igualmente importante, que parte essencialmente da vertente física e emocional, para cada pessoa conseguir afirmar-se no seu emprego. E o terceiro fator tem a ver com os estímulos, se tenho um bom treinador, uma boa cultura de trabalho, se sou bem recompensado e incentivado ou se tenho espaço para crescer na empresa”, enumerou Luís Monteiro.