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Pedro Alves: “O scout deve ser proativo e dinâmico”

26 de March de 2025

Pedro Alves: “O scout deve ser proativo e dinâmico”
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Profissionais de scouting são cada vez mais decisivos na estrutura de uma Sociedade Desportiva, defende o diretor desportivo

Após encerrar a carreira como jogador em 2015, Pedro Alves lançou-se, de imediato, no mundo do scouting. Começou a trabalhar no SC Braga, tendo posteriormente coordenado o Departamento de Scouting do clube, antes de tornar-se Diretor Desportivo, primeiro no Estoril Praia e depois no Olympiacos FC, da Grécia.

Pedro Alves será agora um dos formadores do Curso de Scouting e Análise Desportiva, desenvolvido pela Liga Portugal Business School, em parceria com a Quest Sports Solutions, que arranca a 23 de abril (Inscrições AQUI).

LPBS: Quais os principais desafios de um scout e os erros mais comuns que devem ser evitados num processo de scouting?

PA: Primeiro temos de abordar o que deve ser um scout. Um scout é contratado para tentar minimizar os erros dos clubes, procurar soluções. É dos melhores setores que se pode ter dentro de uma organização do Futebol Profissional. Tendo assim definido, o scout deve ser proativo, dinâmico e tem de casar com o Futebol.

Um scout tem sempre de escolher aos seus olhos! E tem de perceber o Clube para o qual trabalha e para o que é que trabalha. Precisa de ter essa noção para evitar os erros.

LPBS: Quais são os aspetos que mais valoriza na análise de um jogador?

PA: A primeira coisa é o talento individual. A segunda, entender aquilo que a nossa equipa procura para a posição. Depois disso, o perfil, que não se cifra só no facto de ser alto ou baixo. As plataformas, atualmente, ajudam-nos muito a minimizar o erro. É preciso uma avaliação completa em termos técnicos, físicos e de inteligência. Temos de procurar informação privilegiada, sobre o extracampo.

LPBS: De que forma a tecnologia e a análise de dados estão a transformar o futebol atual?

PA: O futebol mudou. Primeiro, olhamos para o rendimento desportivo. Um jogador que não corra acima de dez quilómetros por jogo, é curto para o alto rendimento. Antigamente, essas plataformas de dados não existiam. Hoje, temos velocidades máximas, passes certos e errados… Os dados dão-nos capacidade de filtrar aquilo que procuramos. Tudo o resto tem a ver com a nossa sensibilidade. É preciso continuar a ver ao vivo. Não consigo fechar um jogador sem o ver ao vivo. As ferramentas dão-nos um filtro, mas depois tem de ser o nosso olho. As plataformas vêm ajudar, mas não decidem. Permitem-nos filtrar 10 jogadores, ao invés de analisar 100, o que torna a tarefa muito mais fácil e com um processo muito mais dedicado.