O jornalismo televisivo exige mais do que conhecimento – é preciso concentração, naturalidade e capacidade de adaptação, principalmente em direto. Depois de mais de duas décadas na imprensa, a experiência na CMTV trouxe a Vanda Cipriano novos desafios e aprendizagens
Quais os maiores desafios de trabalhar no produto TV?
Um produto televisivo exige concentração e, não raras vezes, sobretudo quando se trata de "live", é preciso que essa concentração seja máxima, de forma a que o discurso seja fluído e perceptível para quem nos ouve/vê.
Qual foi a principal aprendizagem ao longo da tua carreira nesta área?
A minha carreira aconteceu muito na imprensa escrita, com a permanência durante 21 anos no Record. Nesse grupo editorial que muito estimo, tive os primeiros contacto com a televisão, através de presenças esporádicas na CMTV. Para se ser repórter, de tv ou outro, é preciso: 1 - Dominar a área da qual estamos a falar; 2 - Saber olhar para as câmaras; 3 - Ter um discurso fluído; 4 - Ter capacidade de desenvolver o tema ou reduzi-lo, em função do que nos pedem. Existem outros predicados, naturalmente, que vamos desenvolver no workshop.
Para terminar, que conselho darias a quem quer dar os primeiros passos nesta indústria?
O jornalismo teve grande mudanças, nos últimos anos e o desafio, hoje, é grande. Quem ama o jornalismo e quer seguir carreira na área, não deve desistir. Fácil? De forma alguma. Cada vez mais uma profissão de paixão, dedicação e até alguma cedência pessoal.
Se sentirem que a vossa dicção não é a melhor, mas se quiserem muito abraçar esta área, não hesitem. Há cursos que deixam dicas perfeitas para quem quer seguir carreira na TV.